quinta-feira, 2 de abril de 2026

A Última Ceia


Muitas das celebrações cristãs giram em torno da figura de seu líder e, durante a chamada Semana Santa, os fiéis têm a oportunidade de refletir, rever seus atos e buscar um recomeço. Trata-se de um dos períodos mais significativos das narrativas bíblicas: os dias que antecedem a crucificação e os acontecimentos que conduzem a um desfecho profundamente comovente, não apenas para os devotos da fé cristã, mas também para o público em geral.

A Última Ceia (The Last Supper), dirigido por Mauro Borrelli, que também assina o roteiro ao lado de John Collins, conta com Jamie Ward (Jesus Cristo), James Oliver Wheatley (Pedro), James Faulkner (Caifás), Robert McGeechan (João), Ahamed Hammoud (Satanás), Nathalie Rapti Gomez (Maria Madalena) e Marie-Batoul Prenant (Raquel), entre outros nomes no elenco.

O longa é apresentado sob a ótica de Pedro e inicia sua narrativa com a descrição de um episódio milagroso relatado nos quatro evangelhos, ocorrido nos dias que antecedem a Páscoa Judaica. Jesus prega às margens de um rio próximo a Cafarnaum e, diante da escassez de alimentos para a multidão que o acompanha, realiza a multiplicação dos pães e peixes, saciando a fome dos presentes. Nesse momento, ele se apresenta como o “Pão da Vida” e ensina seus discípulos a confiarem na providência divina.

O feito atrai a atenção das autoridades religiosas judaicas, lideradas pelo sumo sacerdote Caifás. Doutores da lei, eles se sentem ameaçados pela crescente influência de Jesus, que reúne e acolhe os marginalizados da sociedade. Para essas lideranças, suas palavras de paz e transformação precisam ser silenciadas.

Embora judeu e em preparação para a Páscoa, Jesus confronta diretamente os preceitos da época. A cena em que ele se posiciona contra o comércio realizado na porta do templo, prática que, de certa forma, ainda ecoa nos dias atuais, é retratada com violência, destoando do que conhecemos historicamente. Um espaço de adoração transformado em ambiente comercial torna-se o estopim para que Caifás passe a arquitetar uma forma de calar aquele que já era chamado de Messias.

  Crédito de Imagens: 
A produção foi inteiramente rodada no Marrocos, em 2024

A ceia é então preparada, e os discípulos acompanham Jesus até o cenáculo, localizado no andar superior da casa de João Marcos. O filme enfatiza a preocupação dos discípulos com a segurança do Mestre e os esforços para evitar a atenção dos soldados romanos. Jesus também é recebido por Raquel e Maria Madalena, mas o longa não confere o devido destaque à figura feminina, especialmente a Maria Madalena, como descrito nos evangelhos, optando por uma abordagem majoritariamente masculina da narrativa.

Curiosamente, quem assume o protagonismo dramático é Judas Iscariotes, apresentado como um discípulo atormentado por conflitos internos, dividido entre a lealdade e a traição. Caifás se aproveita dessa fragilidade e compra sua fidelidade por 30 moedas. No episódio do lava-pés, Jesus já demonstra plena consciência de seu destino. Após a ceia, o grupo segue para o Monte das Oliveiras, onde ele é preso e aceita o sofrimento que virá.

Trailer



Ficha Técnica

Título Original e Ano: The Last, Supper, 2025.  Direção: Mauro Borrelli. Roteiro: Mauro Borrelli e John Collins. Elenco: Robert Knepper, James Faulkner, Jamie Ward, Henry Garrett, Nathalie Rapti Gomez, Daniel Fathers, James Oliver Wheatley, Mayssae El Halla, Harry Anton, Marie-Batoul Prenant, Valentina Kamenova, Charlie MacGechan, Tounzi Youssef, Fredrik Wagner, Ottavio Taddei, Sairi Salma, Aïssam Bouali, Ben Dilloway, Ismael Kanater , Faical Elkihel , Vincenzo Galluzzo, Billy Rayner, Ahmed Hammoud, Paco Reconti. Gênero: Histórico, Biblico. Nacionalidade: EUA. Trilha Sonora Original: Leonardo De Bernardini. Fotografia: Vladislav Opelyants. Edição: Vance Null. Direção de Arte: Aziz Mhand. Figurino: Khadija Dakil, Nezha Dakil e Ghazouani Hassan. Empresas Produtoras: . Distribuidora: Imagem Filmes. Duração: 01h54min.

O desfecho se estende um pouco além do necessário, assumindo um tom mais doutrinário e próximo de produções televisivas. Ainda assim, o longa segue o padrão narrativo esperado para obras desse gênero, sem grandes ousadias ou releituras do texto bíblico.

Trata-se de uma obra fiel ao material de origem, como esperado por seu público-alvo. E, ao ser lançada durante a Semana Santa, tende a alcançar um impacto positivo nas bilheteiras, ainda que em outros países o filme tenha saído no último ano.

A mais recente releitura de "A Última Ceia" é uma produção voltada ao público cristão, mas que também pode ser apreciada como um relato histórico.

HOJE NOS CINEMAS

Cheiro de Diesel, de Gizele Martins e Natasha Neri


“Quem somos? Combatentes de arma na mão!”

Na primeira seqüência deste documentário, há um providencial recurso metaligüístico: percebemos um desfile militar, e a co-diretora e jornalista comunitária Gizele Martins filma as expressões de alguns soldados, através de seu telefone celular. Em seguida, notamos os olhares macambúzios de alguns destes militares, recém-saídos da adolescência, confirmando a impressão de despreparo que será referendada em vários dos depoimentos, pois o ponto de partida para esta investigação fílmica é o equívoco anunciado da aplicação do mecanismo constitucional da Garantia de Lei e Ordem (GLO), no Rio de Janeiro, que, sob a validação legislativa de um decreto assinado pela ex-presidenta Dilma Rousseff, permitiu que o Exército Brasileiro invadisse, com tanques de guerra, as favelas do Complexo da Maré, em abril de 2014…

Gizele Martins possui intervenções bastante ativas, tanto no filme em si quanto nos eventos que justificaram a sua feitura, à guisa de denúncia: comunicadora nascida e criada no ambiente urbano retratado, ela esforça-se para garantir um mínimo de justiça a moradores que foram maltratados, torturados ou baleados por sodados do Exército, na ação inicial de 2014 e em várias das situações violentíssimas que ocorreram nos anos vindouros. 

Antes de ela ser merecidamente laureada com um Prêmio Vladimir Herzog, em reconhecimento àquilo que ela fez na manutenção do recurso aos direitos humanos para os seus companheiros de vivência, ela foi intimidada, ameaçada e teve suas ferramentas midiáticas de trabalho invadidas e/ou censuradas. Como diz alguém com quem ela conversa, "para se obter algum reconhecimento, é preciso sofrer muito". Infelizmente, esta lógica parece funcionar apenas para quem é negro ou aquisitivamente desfavorecido, conforme se percebe nos julgamentos mostrados no filme, que inocentam por unanimidade os soldados que atiraram em membros da comunidade, que não tinham a ver com as atividades criminosas que os militares alegavam represar. 

Crédito de Imagens: Leo Nabuco e Luca Carvalho / Amana  Cine, Baracoa Filmes, Canal Brasil, Rio Filmes, Descoloniza Filmes - Divulgação
O documentário foi exibido na 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2025

Na letra da canção “Indo pro Lar”, que é executada durante os créditos finais e que tem o músico Vítor Santiago – que teve uma de suas pernas amputada, após ser alvo de tiros dos militares – como co-compositor, há um verso falado que, imitando uma famosa cantiga infantil, diz: “marcha soldado, cabeça de papel/ Se atirar em pobre, não vai preso no quartel”. Isto ocorre por causa do corporativismo exposto num dos laudos, que concede o lastro de “legítima defesa putativa” para os soldados que atiraram no músico. O motivo: “militar atira, militar juga, militar inocenta”. Um ciclo que lamentavelmente acentua o descaso experimentados pelos moradores de favelas. 

Além dos relatos pungentes de Vítor Santiago, que se locomove atualmente numa cadeira de rodas, testemunhamos o desamparo de mães de jovens que tiveram as suas vidas ceifadas pelas reações precipitadas dos militares, e que permanecem requerendo a culpabilidade do Estado por seus infortúnios, que as afligem diuturnamente. Vide a confissão de Edrilene Neves, que pensa na morte de seu filho Lorran todos os dias de sua vida. Outo caso chocante que o filme traz à tona é o de homens que foram torturados na “sala vermelha” de um quartel carioca, e que ficaram bastante feridos, após as várias horas em que eles foram espancados, sem que houvesse uma denúncia formal para isso… 

Trailer




Ficha Técnica

Título Original e Ano: Cheiro de Diesel, 2026. Direção: Gizele Martins e Natasha Neri. Roteiro: Gizele Martins, Natasha Neri e Juliana Farias. Gênero: Documentário. Nacionalidade: Brasil. Trilha Sonora Original: Alberto Continentino. Montagem: Gabriel Medeiros. Direção de Fotografia: Leo Nabuco. Fotografia adicional: Lula Carvalho. Som direto: Akira Band, Dudu Falcão e Vini Machado. Supervisão e Design de Som: Bruno Armelin. Mixagem: Bernardo Deodato. Produção executiva: Mariana Genescá. Produção: Mariana Genescá e Gabriel Medeiros. Pesquisa: Natasha Neri, Gizele Martins, Juliana Farias, Naldinho Lourenço, Irone Santiago, Vitor Santiago, Edrilene Neves, Irone Santiago, Jefferson Luiz Rangel Marconi. Assistente de Direção: Rachel Camara e Paula Malheiros. Coordenador de pós-produção: João Gila. Empresas Produtoras: A Amana  Cine, A Baracoa. Coprodução: Canal Brasil. Apoio:  Rio Filmes. Distribuidoras:  Descoloniza Filmes e Rio Filmes. 
 
As diretoras são exitosas na inserção de situações gravadas pelos próprios moradores e no acompanhamento da incansável Gizele Martins, que chega a participar de um evento de apoio à causa palestina, em que ela enfatiza um dado secundário mas sobremaneira relevante: o de que muitas das armas utilizadas pelos militares no Rio de Janeiro advém de fabricação israelense, de modo que “as mesmas balas que matam na faixa de Gaza também matam nas favelas”. O financiamento da malevolência, nas altas esferas de poder, possui envolvidos recorrentes. Não por acaso, um dos generais envolvidos nas ações supracitadas está hoje preso por tentativa de golpe nacional, na conjuntura deletéria do bolsonarismo. 

Em mais de um momento, a respiração do espectador fica tão sufocada quanto a das pessoas mostradas, gritando de desespero na tentativa de apenas atravessar uma rua, em direção às suas respectivas residências. Revoltamo-nos ao testemunhar a bagunça deixada na casa de alguém, cujos cômodos foram revirados numa ação de busca, ou ao vislumbrar as marcas de tiros nas paredes. É um filme mui contundente naquilo que expõe, sobretudo porque, mais uma vez, estamos em ano eleitoral: que as palavras vigorosas de Marielle Franco [1979-2018], proferidas numa de suas exposições na Câmera de Vereadores, não sejam esquecidas! 

HOJES NOS CINEMAS

Verdade & Traição


Rapazes alemães! Vocês conhecem o país sem liberdade, o país do terror e da tirania? Sim, vocês o conhecem bem, mas têm medo de falar sobre ele. Eles os intimidaram a tal ponto que vocês não ousam falar por medo de represálias. Sim, vocês estão certos; é a Alemanha - a Alemanha de Hitler! Por meio de suas táticas de terror inescrupulosas contra jovens e idosos, homens e mulheres, eles conseguiram transformá-los em marionetes sem vontade própria para fazerem o que eles ordenam.”

Helmuth Hübener

Em 2025, a Angel Studios produziu a minissérie de quatro episódios "Truth & Treason" baseada na história real do jovem Helmuth Hübener, ex-membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias opositor ao regime nazista em seu tempo. Hübener foi executado aos 17 anos após ser capturado e torturado pela Gestapo, enquanto fazia resistência, de forma anônima, ao governo nazista. A série foi lançada em outubro daquele ano e meses depois editada como um filme para chegar aos cinemas com a duração de duas horas. Dirigido por Matt Whitaker e com texto deste último e Ethan Vincent, o longa acaba de estrear em telas brasileiras, após arrecadar mais de seis milhões em bilheteria nos Estados Unidos e no Canadá (dados do Box Office).

Na trama, Helmuth Hübener (Ewan Horrocks) é um rapaz que sempre está cercado dos amigos, e todos são escoteiros, inclusive ele, e está em idade de iniciar sua carreira profissional. Assim, logo que consegue um estágio na administração central do governo, indicado pelo líder de sua igreja, começa a entender aos poucos sobre a força negativa do governo do Führer, Adolf Hitler, e decide ser resistência espalhando panfletos codificados sobre o que está acontecendo. Ao seu redor, pessoas vem sendo torturadas apenas por estarem fora de casa no horário do toque de recolher, como um de seus amigos, Solomon Schwartz (Nye Occomore), que é levado dias após apanhar de policiais na rua ao saberam que sua mãe era judia, ainda que ele fosse Mormon. O garoto é um ótimo escritor e acaba usando o acontecimento para tentar libertar as mentes das pessoas, pois vê a repressão no dia a dia e os seus indo e voltando de trabalhos no serviço militar. O filme exibe que o jovem quase acaba sendo denunciado por alguém importante da Igreja que reconhece sua escrita, mas nos dados biográficos Hübener foi traído por um colega de trabalho, como acontece na cena antes dele ser capturado. 

A Gestapo, na forma do agente policial de Hamburgo Erwin Mussener (Rupert Evans), insiste em torturar Hübener, o fazendo sentir dor, para que ele informe quem o ajudava a espalhar as mensagens de resistência. Em um primeiro momento, ele acredita que talvez seja verdade, o menino não tem aliados, mas logo que revê os dados de entrega das mensagens, entende que não era possível que Hübener estivesse em vários lugares ao mesmo tempo. Por fim, Mussener diz que caso ele não fale o nome das pessoas que o ajudavam, trará o padastro e a mãe para serem torturados, ainda que o casal seja membro e apoiadores do partido nazista. No mesmo momento, revela que a possível namorada do rapaz está ali e será torturada, mas Hübener confirma que a moça não sabe de nada, o que Mussener discorda visto eles encontrarem uma carta assinada por ele nas coisas dela. O jovem então denuncia os amigos Karl-Heinz Schnibbe (Ferdinand McKay) e Rudolf Wobbe (Daf Thomas) e os três vão a julgamento. Os dois garotos até se encontraram anteriormente para tentar pensar em um plano de fuga que não foi para frente. Karl-Heinz, tido como "problemático", já é considerado adulto por ter 18 anos e os outros dois tem apenas 17. O advogado tenta fazer com que Hübener confesse que foi induzido a fazer tudo pelo amigo mais velho, mas ele acaba não o fazendo e diz ao juiz tudo o que pensa da guerra, do Reich e de Hitler.  Rudolf Wobbe é senteciado a cinco anos de prisão, enquanto Karl-Heinz Schnibbe recebe a sentença de dez anos de prisão. Helmuth Hübener é sentenciado a morte por decapitamento e rebate que não fez nada de errado, mas que a Alemanha e aqueles que estão no poder um dia serão julgados por seus crimes. O agente policial que entrevistou e torturou Hübener acompanha de perto todo o caso e aos poucos o filme revela que ele cria certa consciência e admira o garoto por sua bravura, pois entende que ele sabia do perigo e mesmo assim continuou a resistir e a tentar libertar o povo do regime.


           Crédito de Imagens: Kaleidoscope Pictures e Baltic Films Services / Angel Studios / Paris Filmes, Divulgação
Em Hamburgo, no norte da Alemanha, é possível ver uma placa na rua dedicada ao garoto e seus amigos chamada "Helmuth-Hübener-Gang" 

A história real de Helmuth Hübener já foi tema de livros, peças e agora está no cinema. Em 1970, o author Günter Grass publicou um livro que cita o grupo de resistência de Hübener em "Local Anaesthetic". Nove anos depois, uma peça foi escrita também sobre o garoto denominada "Huebener". Seu autor fora o professor universitário Thomas F. Rogers e tanto Karl-Heinz quanto Rudi, que permaneceram a vida inteira amigos, chegaram a assistir. Aliás, em 1989, Rudolf Wobbe escreveu sobre o assunto em "Before the Blood Tribunal". Ali, ele conta de forma íntima como foi a vivência de ser julgado e sentenciado. O livro depois foi republicado com o título de "Three Against Hitler". Já em meados dos anos 90, a escritora Blair R. Holmes escreveu história narrada por Karl-Heinz em "When Truth Was Treason" e uma nova edição do ocorrido chegou as prateleiras em 2003, com "Hübener x Hitler", do historiador Alan F. Keele. Susan Campbell Bartoletti escreveu a ficção "The Boy Who Dared", em 2008, que é baseada na história de Hübener e também comenta mais sobre ele em "Hitler Youth: Growing Up in Hitler's Shadow, de 2005. Nas telas, os documentários "Truth & Conviction", de Rick McFarland e Matt Whitaker, diretor aqui, e "Resistance Movement", de Kathryn Lee Moss, lançado em 2012, cobrem também a vida do lendário garoto que também chegou a ser tema de uma exposição em Hamburgo, no ano de 2020. 

Hübener morreu lutando por justiça e ao ver seu amigo ser levado aos campos de concentração e ter um fim tenebroso não se calou e se manteve fiel ao que pensava. Karl-Heinz faleceu em 2010 e Rudolf Wobbe em 1992. Os dois acabaram vendo como tudo que aconteceu na Alemanha afetou o mundo e o próprio país e tiveram mais sorte que o amigo falecido.

Trailer




Ficha Técnica

Título Original e Ano: Truth & Treason, 2025. Direção: Matt Whitaker. Roteiro: Matt Whitaker e Ethan Vincent. Elenco: Ewan Horrocks, Rupert Evans, Ferdinand Mckay,Daf Thomas, Nye Occomore, Joanna Christie, Sean Mahon, Sylvie Varcoe, Ben Dilloway, Daniel Betts, Celinde Schoenmaker, Aaron Zicman, Gwenver Farnworth, Christos Lawton, Dominic Mafham, Gabriel Scott, John Sackville, Monika Valkunaite, Maxim Ays, Sam Pamphilon, Brian Caspe, Matthew Castle. Gênero: Drama, Guerra. Nacionalidade: Lituânia, EUA. Trilha Sonora Original: Aaron Zigman. Fotografia: Bianca Cline. Edição: Adam L. Banks. Design de Produção: Jurgita Gerdvilaite. Figurino: Ruta Lecaite. Empresas Produtoras: Kaleidoscope Pictures e Baltic Films Services. Distribuição: Paris Filmes. Duração: 02h01min.
A Angel Studios, distribuidora responsável pela obra nos Estados Unidos, tem se preocupado em levar filmes com temáticas religiosas e de cunho "filmes do bem" às telas que nem sempre tem acertos. Também chegam a soar bastante defensores de costumes conservadores que batem de frente com o mundo moderno e a força necessária por progresso. Ademais, nem sempre os números de bilheteria ou de colocações dessas produções que estão em sites como o "IMDB", aparecem de forma honesta (público real ou criticos votantes). Aqui, contudo, o longa, que não tem produção do estúdio, é apenas distribuído, apresenta mais coragem e é menos manipulador. Ainda que não revele que membros da  Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias eram apoiadores do partido nazista e a prisão de Hübener fez com que eles excomungassem o garoto, além de incentivar que todos os membros se mudassem para os Estados Unidos.

HOJE NOS CINEMAS