Com curadoria do Professor Richard Peña serão exibidos os longas:
Dentro de nossos portões (1920),
Osangue de Jesus (1942), Symbiopsychotaxiplasm: Take One (1968), Ganja & Hess (1973), Omatador de ovelhas (1977) e Residue (2022)
A Cinemateca Brasileira apresenta, nos dias 31 de outubro e 1 de novembro, a mostra O Outro Cinema Americano, com curadoria e apresentação do professor Richard Peña, professor emérito de Estudos de Cinema e Mídia da Universidade Columbia e ex-diretor do New York Film Festival.
O programa propõe uma crônica da produção cinematográfica independente afro-americana, percorrendo mais de um século de história do cinema, da era silenciosa à contemporaneidade. A seleção reúne obras que revelam a diversidade estética e a força política de realizadores negros que, à margem dos grandes circuitos da indústria cinematográfica norte-americana, construíram formas próprias de representação e narrativas sobre a experiência afro-americana.
Entre os títulos selecionados estão Dentro de nossos portões (1920), de Oscar Micheaux, um dos pioneiros do cinema independente negro nos Estados Unidos, O sangue de Jesus (1942), de Spencer William, Symbiopsychotaxiplasm: Take One (1968), de William Greaves, O matador de ovelhas (1977), de Charles Burnett e Residue (2022), de Merawi Gerima. Em conjunto, os filmes evidenciam diferentes estratégias de produção e linguagem, bem como a persistência de cineastas negros na construção de um cinema independente, atento às desigualdades sociais, às identidades e às formas de representação.
Pesquisador, professor e curador com ampla trajetória internacional, Richard Peña dedicou parte importante de sua atuação à valorização de cinematografias pouco reconhecidas pelas narrativas tradicionais da história do cinema. À frente do New York Film Festival por 24 anos, também se destacou pela difusão do cinema internacional e pela pesquisa de tradições cinematográficas independentes e marginalizadas. Sua presença na Cinemateca Brasileira oferece ao público a oportunidade de conhecer mais profundamente essa história e seus desdobramentos.
As sessões das 17h contarão com apresentações mais extensas de Richard Peña, que abordará o contexto histórico e cinematográfico das obras e a importância dessa produção para a compreensão do cinema norte-americano.
A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos uma hora antes das sessões.
Agradecimentos: Symbiopsychotaxiplasm: Take One foi gentilmente cedido por Liana Greaves e William Greaves Productions. O matador de ovelhas e Ganja & Hess foram gentilmente cedidos por Kino Lorber.
PROGRAMAÇÃO
SÁBADO, 31 DE OUTUBRO / SALA GRANDE OTELO
14h30 _ DENTRO DE NOSSOS PORTÕES [Within Our Gates]
(Oscar Micheaux, 1920, 80 min, digital
17h _ O SANGUE DE JESUS [The Blood of Jesus]
(Spencer Williams, 1941, 56 min, digital)
COM APRESENTAÇÃO DE RICHARD PEÑA
19h30 _ RESIDUE
(Merawi Gerima, 2020, 90 min, digital)
DOMINGO, 01 DE NOVEMBRO / SALA GRANDE OTELO
15h _ SYMBIOPSYCHOTAXIPLASM: TAKE ONE
(William Greaves, 1968, 75 min, DCP)
17h_ O MATADOR DE OVELHAS [Killer of Sheep]
(Charles Burnett, 1978, 80 min, DCP)
COM APRESENTAÇÃO DE RICHARD PEÑA
20h_ GANJA & HESS
(Bill Gunn, 1973, 112 min, DCP)
SOBRE A CINEMATECA BRASILEIRA
A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social.
O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 60 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.

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