Título Original e Ano: Ready or Not 2 - Here I Come, 2026. Direção: Metri Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett. Roteiro: Metri Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, baseado nos personagens de Guy Busick e R. Christopher Murphy. Elenco: Samara Weaving, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, Kathryn Newton, Elijah Wood, Dan Beirne, David Cronenberg, Varun Saranga, Antony Hall, Olivia Cheng. Gênero: Ação, Terror, Comédia. Nacionalidade: EUA. Trilha Sonora Original: Sven Faulconer. Fotografia: Brett Jutkiewicz. Edição: Jay Prychidny. Figurino: Avery Plewes. Design de Produção: Andrew M. Stearn. Empresas Produtoras: Mythology Entertainment, Radio Silence Productions, Searchlight Pictures, Vinson Films. Distribuidora: 20th Century Studios. Duração: 01h48min.
A trama inicia-se precisamente no ponto em que o filme anterior termina. Grace está machucada, exaurida e traumatizada após sobreviver a uma noite inteira de perseguições mortais quando logo se descobre suspeita do assassinato de toda a família de seu finado marido.
Mas a lei está longe de ser o seu maior problema. Pois o que se desvela é que os Le Domas eram apenas uma das famílias milionárias que devia seu poder e status à entidade Le Beir. E agora, com todos eles mortos, uma cláusula do pacto satânico é acionada e as 5 famílias restantes podem disputar novamente o cargo de chefia nesse conselho demoníaco.
A forma de decidir a disputa, é claro, se dará por meio da caça e subsequente homicídio da viúva Le Domas. Faith é arrastada para a empreitada como refém - uma forma de garantir a participação de Grace. Uma vez que elas estão juntas, o passado das duas em lares temporários e a dinâmica de abandono e mágoas estabelecida antes voltam à tona.
Porém, este é de longe o ponto mais fraco da obra. As discussões de relação são repetitivas e surgem sempre que o roteiro precisa atrasar ou separar as heroínas. O ponto alto segue sendo o humor, mesmo quando é sutil. A escolha por representar uma seita satânica ordeira, cheia de cláusulas e representada por um advogado irônico ganha pontos sobre uma possível representação repugnante.
A desculpa de Grace para vestir novamente o vestido de casamento rasgado e lavado de sangue não convence, mas é um dos momentos visualmente icônicos do longa. Ou seja, o terrir se dá não só nos diálogos e situações, mas também na estética assumida.
A implosão abrupta de pessoas, que no primeiro filme é um elemento surpresa, aqui é usado repetidamente como gag humorística, o que em alguns momentos se torna cansativo. O que não é cansativo, por outro lado, é ver o quanto a entidade e seu servo/advogado se divertem com o caos e o imprevisto.
Por fim, o que surgiu como refrescante e inovador, cai na armadilha da repetição de fórmula. O filme diverte e não é nenhum desperdício, mas parece apostar seu sucesso na relevância de seu predecessor quando este fez sucesso justamente por ser diferente do que vinha sendo lançado.
HOJE NOS CINEMAS




Nenhum comentário:
Postar um comentário
Pode falar. Nós retribuímos os comentários e respondemos qualquer dúvida. :)