A Odisseia dos Tontos


Ricardo Darín e o filho, Chino Darín, juntos na mesma película já é motivo de grande interesse. Ainda mais quando a produção vem com o selo de 'provável candidato argentino' ao Oscar.

Por bem e por anos, o cinema portenho tem nos presenteado com filmes incríveis nos últimos tempos e A Odisseia dos Tontos vem para agregar uma lista enorme de exemplos (O Segredo dos Seus Olhos, Medianeras, A História Oficial, Evita e etc).

Com roteiro co-escrito por Eduardo Sacheri, autor do romance "La noche de la usina", obra que inspirou o longa, em parceria com Sebastian Boresztein, que também dirige o filme a película entra em cartaz esta quinta-feira (31).

Prontamente, conhecemos a definição d'o que é ser um tonto' ("gil" em espanhol). Tomada como uma pessoa lenta, com pouca experiência de vida. Alguém ingênuo. Essa expressão é muito usada na região do Río de la Plata.

Trailer

Título original e ano: La Odisea de Los Giles, 2019. Direção: Sebastián Borensztein. Roteiro: Sebastián Borensztein e Eduardo Sacheri — baseado na obra de Eduardo Sacheri. Elenco: Ricardo Darín, Chino Darín, Luis Brandoni, Verónica Llinás, Daniel Aráoz, Carlos Belloso, Marco Antonio Caponi, Rita Cortese, Andrés Parra, Federico Berón. Gênero: Aventura, Comédia, Crime. Nacionalidade: Argentina e Espanha. Trilha Sonora: Federico Jusid. Fotografia: Rodrigo Pulpeiro. Edição: Alejandro Carrillo PenoviDireção de Arte: Daniel Gimelberg. Distribuidora: Warner Bros Pictures. Duração: 01h56min.

A história se passa no ano de 2001, quando um grupo de moradores de uma pacata província decide se unir para formar uma cooperativa que dará empregos e trará nova vida ao local. Ingênuos, com certeza!

Fermín (Ricardo Darín) fica encarregado de guardar o montante de dinheiro que foi angariado entre amigos para a compra da propriedade do silo. Sua esposa Lidia (Verônica Llinás) o apoia e defende com uma força excepcional e é o grande papel feminino da trama. Todos colaboram como podem e é Carmem (Rita Cortese) que tem papel decisivo na cooperativa, tanto financeiramente como com seu espírito forte e decidido -  as mulheres estão super bem representadas na história.

O que ele não poderia imaginar é que da noite para o dia uma crise econômica denominada 'corralito' se instauraria no país e destruiria seus sonhos juntamente como o de grande parte da população. Um acontecimento que impactou negativamente a vida de milhares de famílias gerando desespero e desesperança. 


Todos os dólares guardados no banco são confiscados e este é o ponto X que dará início a uma série de situações trágicas, hilárias, bem humoradas, ou nem tanto, que irão prender a atenção do expectador e diverti-lo.

Logo eles descobrem que não foi só o banco que causou a tragédia, mas um golpe conjunto entre o gerente e o advogado Manzi (Andrés Parra). Algumas situações se dão ao estilo pastelão entre o grupo de amigos e esta junção de forças para reaverem seus dólares entregam momento engraçados. Na parte técnica, a trilha musical é bem animada e ajuda a construir o embalo de diversão. 

O personagem de Ricardo Darín chega ao fundo do poço e é apoiado pelos amigos que não perdem as esperanças e permanecem unidos. Decidem agir de forma radical apenas para obterem de volta o que é deles por direito. O filho Rodrigo, vivido por Chino Darín, retorna para ajudar o pai e participa da trama que envolve um cofre isolado no meio de um pasto e um alarme que toca insistentemente.



O filme fala de fatos reais e sérios ( a crise financeira Argentina) e em como o ocorrido refletiu nos pequenos produtores e trabalhadores. A grande mensagem ali gira em torno de como em tempos incertos, resta a união. E mostra que os "tontos como nós" nem sempre são tão ingênuos como aparentam.

Leve e divertido, merece ser visto!

HOJE NOS CINEMAS

Escrito por Helen Nice

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