A franquia da Illumination que traz a frente os amarelinhos mais adoráveis e caóticos de todos, retornou com Minions & Monstros e estreia como uma celebração da sétima arte. Na animação dirigida e roteirizada por Pierre Coffin (Meu Malvado Favorito 3, 2017), o público é introduzido a história dos minions com uma metalinguagem que homenageia o cinema. Os protagonistas vão embarcar em uma jornada rumo a produzir um filme que vai mudar a indústria.
Essa pretensão está somente na história contada pela guia turística Olivia (voz de Allison Janney no original e na versão dublada Carla Pompilio) de Hollywood ao longo do filme. Segundo a guia, dois dos minions, James e Henry, mudaram o que se conhece por cinema em Hollywood. Olivia introduz a história deles, intrínseca ao desenvolvimento da sétima arte. A produção não pretende inventar a roda, mas nos leva a conhecer a amizade de dois minions que pensavam para além do modus operandi de sua tribo. Ou seja, enquanto todos os outros estavam focados em encontrar o vilão mais poderoso para serem servos, os dois estavam ocupados em criar histórias.
E isto que Minions & Monstros é. Esta obra é uma história que sabe entreter sem ser levada a sério. Com robôs alienígenas que se apaixonam, invasão alien, monstros traiçoeiros e muitas referências aos clássicos filmes de Hollywood.
Crédito de Imagens: © Universal Studios. All Rights Reserved.
O filme chega aos cinemas quatro anos após seu antecessor “Minions 2: A Origem de Gru”, lançado em 2022
Pierre dubla os minions e seu dialeto divertido e bobinho na dublagem que mistura diversas línguas em um “minionês” que já faz parte desse universo que encanta crianças e adultos. Mas como o vilão da vez, o pequeno Goomi (voz original de Trey Parker e no Brasil o personagem é dublado por Guilherme Briggs), um polvo inicialmente adorável mas que avisa desde o primeiro momento que é traiçoeiro.Desde a abertura do filme, somos introduzidos às passagens do tempo e as intervenções dos minions na história. Especialmente na história do cinema desde que ele foi criado.
Antes de conhecerem o vilão igualmente adorável, os minions enfrentam altas aventuras em busca de um super chefe. Em uma peregrinação sem fim pelo mundo, eles encontram vilões para venerar, mas uma destruição total , sempre causada por James e Henry , os faz seguirem rumo ao próximo cara vilanesco e poderoso. Numa dessas, depois de um desentendimento geral entre a tribo, em que James e Henry começam uma discussão com Dick, uma espécie de figura líder entre os minions, eles são defendidos pelo amigo Ed, um minion que se comunica por linguagem de sinais, criada entre eles, e acabam gerando mais um vínculo.
Trailer
Nesta história épica de amizade, no meio de uma briga generalizada entre os futuros servos de Gru, eles se encontram de repente no meio de uma perseguição de faroeste. De cara, o bando de minions reconhece o próximo vilão a adorar: o bandido que está sendo perseguido pelo xerife e os outros policiais. Acontece que nada daquilo é real e os minions na verdade estão no meio de uma gravação cinematográfica. Um filme dirigido por Max (voz original de Christoph Waltz e dublado por Márcio Simões). Eles destroem Los Angeles inteira em uma confusão típica dos amarelinhos e se veem adorados pelos figurões da indústria, os irmãos Elwood e Frank (voz original de Jeff Bridges e dublado por Élcio Romar), que amaram o que eles fizeram com a gravação - a dupla é uma homenagem aos executivos da era de 1920 que ajudaram a construir o cinema como os irmãos Warner.
Logo eles se tornam ícones do cinema mudo e uma sensação mundial. Moram em uma mansão e existem todo tipo de produtos com a carinha e o estilo “minionesco”. Parece familiar, já que eles volta e meia são a sensação do cinema. Entretanto, a felicidade dura pouco, já que o cinema estava prestes a ganhar uma inovação histórica: as imagens agora também teriam som, e como o dialeto dos pequenos amarelos é limitado, eles não se adaptam.
Mas James e Henry, completamente apaixonados pela arte, ainda querem contar a história de aventuras dos minions. Então eles, sem recurso nenhum e sem a tribo, somente com o apoio de Ed e de um diretor de cinema que viu o amor pelo cinema que eles sentiam, seguem rumo a despertar um monstro terrível para gravar o Minions & Monstros. Acontece que o monstro que saiu do livro que eles roubaram de um antigo vilão, não é tão terrível assim. Ele é pequeno e fofo, mas as aparências enganam.
Crédito de Imagens: © Universal Studios. All Rights Reserved.
Durante os créditos, uma festa danada é feita pelos Minions e temos a presença de Gru e vários personagens da franquia "Meu Malvado Favorito" (2010-2024)
E enquanto ele tem um plano de despertar outros monstros para uma destruição total da terra, James e Henry, junto com os outros minions, precisam salvar o mundo. Eles acabam conhecendo robô alienígena chamado Dort (voz de original de Jesse Eisenberg e dublado por Alexandre Moreno) que se apaixona pela ativista Debbie (voz original de Zoey Dutch e dublada por Hannah Buttel) e também se junta à missão de última hora de derrotar os monstros.
Quem vai assistir não precisa e não deve esperar uma história elaborada. É a mesma fórmula caótica de piadas e muitas bananas. Mas desta vez, com uma estética e referências que transformam o longa em uma carta de amor ao cinema.
Algumas das referências cinematográficas como uma aparição de George Lucas, o curta “The Horse in Motion” (Eadweard Muybridge, 1878), “A Chegada do Trem na Estação’’ (Irmãos Lumiere, 1896), “O Grande Roubo do Trem” (Edwin S. Porter, 1903), "A Múmia" (Karl Freund, 1932), "King Kong" (Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack, 1933), "Tempos Modernos" (Charles Chaplin, 1936), "Cidadão Kane" (Orson Welles, 1941) , "Ben-Hur" (William Wyler, 1959), e até o mais atual "Babylon" (Damien Chazelle, 2022), que em si é uma homenagem a evolução do cinema. Outros filmes como o "Casablanca" (Michael Curtiz, 1942), "Tubarão" (Steven Spielberg, 1975) e "A Dama e o Vagabundo" (Clyde Geronimi, Wilfred Jackson e Hamilton Luske, 1955) e "E.T, O Extraterrestre" (Steven Spielberg, 1982), também tem lá suas menções. No fim, o terceiro filme da franquia dos amarelinhos é tanto para divertir as crianças, como para os cinéfilos se deliciarem ao captar as referências bem elaboradas aos longas e as premiações, com direito a um Oscar de Banana para os minions.
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