As Agentes 355 | Hoje nos Cinemas


A estreia que reúne Jéssica Chastain, Penelope Cruz, Lupita Nyng'o, Diane Kruger e Sebastián Stan nas telas, ‘As Agentes 355’, finalmente chega ao Brasil. Ao passo que se cria expectativas por conta do elenco e o pitching do filme nos apresenta uma ideia criativa, seu desenrolar e sua execução deixam a desejar.

Imagens promocionais e trailers prometem muita ação e o novo trabalho do diretor Simon Kinberg nos introduz a uma problemática e genérica trama que inegavelmente poderia se ter resolvido ainda no primeiro ato. Todavia como estamos diante de mais um filme de espionagem, nos deixamos envolver neste universo. Logo, entendemos que o conflito do longa-metragem gira em torno de um artefato que pode hackear qualquer dispositivo do mundo, arma esta que cai em mãos erradas, o que desencadeia perseguições, traições e mortes e é aí que um grupo de mulheres pertencentes as mais prestigiosas unidades de espionagem do mundo entram em campo. E são elas, Mace (Chastain), Marie (Kruger), Graciela (Cruz), Khadijah (Nyong'o) e Li Mi Sheng (Fan).

Trailer

Ficha Técnica

Título original e ano: The 355, 2022. Direção: Simon Kinberg. Roteiro: Theresa Rebeck e Simon Kinberg. Elenco: Jéssica Chastain, Penelope Cruz, Lupita Nyng'o, Diane Kruger, BingBing Fan, Edgar Ramírez, Federico Trujillo, Marcello Cruz, Pablo Scola, Eddie Arnold, Leo Starr, Jason Fleming. Gênero: Ação, suspense. Nacionalidade: China, Estados Unidos da América. Trilha Sonora Original: Junkie XL. Fotografia: Tim Maurice-Jones. Edição: John Gilbert e Lee Smith. Design de Produção: Stephanie Collie. Distribuição: Diamond Films Brasil. Duração: 02h02min.

É inegável que o caminhar da narrativa faz com que o espectador crie laços afetivos a alguns personagens. Por outro lado, as tramóias todas ocorrem de maneira muito óbvia. Deixando com que o plot final se torne previsível já nos primeiros dez minutos.

Ainda assim, temos ótimas sequências que entregam muita ação. Cenas que fazem jus ao elenco caro e qualificado que ali está inserido. Porém, tal fator não é o suficiente para trazer coerência ao texto e a narrativa. Entre o segundo e o terceiro ato, o espectador é apresentado a todos os personagens do filme, e eles são muitos. Logo, não demora muito que vários destes sejam descartados e de maneira Abrupta. No último ato, as margens do ápice do filme, se torna inegável a indagação do por quê o conflito principal ainda não fora resolvido. E se torna claro que o caminho simples tomado talvez não tenha sido o melhor, mas o que se fez valer, mesmo que este não tenha mérito algum.


Em contrapartida, não dá para contestar a forma fantástica pela qual o diretor consegue reunir culturas de vários países ao unir a famigerada equipe feminina e os costumes que as cercam, as formas pelas quais cada uma é acostumada a trabalhar em cada agência. Destaque para o pequeno arco da personagem da atriz Diane Kruger que é a mais fechada e a menos aberta as ideias de trabalho em equipe, porém que ao decorrer do longa se torna uma das mais fortes integrantes das Agentes 355.

Para um filme de ação com mais acertos, talvez Kinberg necessite dar algo a mais ao público, mesmo que este se contente às vezes com muito pouco. Contudo, este é daqueles para conferir nas telas do cinema com família e amigos e lembrar que não se faz uma obra memorável, mas ainda assim pode trazer uma boa experiência.

Hoje nos Cinemas!

Escrito por Léo Souza

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