Mortal Kombat, dirigido por Simon McQuoid, estreou nos cinemas em maio de 2021, durante a pandemia. O filme trazia uma nova introdução ao universo das lutas mortais entre grandes dominadores de reinos e evidenciava nas telas como o samurai Hanzo Hasashi se tornou Scorpion (Hiroyuki Sanada) em uma luta contra seu maior rival, Sub-Zero (Joe Taslim), além de mostrar como Sonya Blade (Jessica McNamee), Jax (Mehcad Brooks), Kung Lao (Max Huang) e Liu Kang (Ludi Lin) encontraram o descendente direto de Hanzo, Cole Young (Lewis Tan), para se juntar a eles no duelo mortal e defender a Terra de Shang Tsung (Chin Han), um feiticeiro desonesto que começou a aniquilar os outros guerreiros antes mesmo das lutas. A superprodução arrecadou mundialmente cerca de oitenta e quatro milhões de dólares e trouxe diversão aos fãs dos games e aos cinéfilos em busca de entretenimento.
Nesta nova continuação, que conta novamente com a direção de McQuoid e produção de James Wan, a trama retoma o combate pelo domínio da Exoterra. Agora, Shao Kahn (Martyn Ford) está no poder de Edenia após destronar o pai de Kitana, o Rei Jerrod (Desmond Chiam), ainda quando a guerreira era criança. Assim, ela e sua mãe, a Rainha Sindel (Ana Thu Nguyen), foram obrigadas a aceitá-lo como rei, marido e pai. Kitana passa os dias treinando para o novo torneio ao lado de Jade (Tati Gabrielle) e demonstra estar cada vez mais preparada para o combate. Enquanto isso, Raiden tenta encontrar seu último campeão, Johnny Cage (Karl Urban). O homem é um ator decadente de filmes dos anos 1980 e 1990 e foi escolhido para se juntar ao grupo e proteger a ExoTerra, já que Kung Lao foi abatido no último torneio. Contudo, Cage não se sente preparado para morrer por algo que sequer compreende e, ainda que resista, acaba lançado na arena para lutar, falhando, como já era esperado. Jax, que sofreu com a perda dos braços ao enfrentar Sub-Zero, retorna com braços mecânicos e disposto a ajudar com tudo o que pode. Sonya também se entrega completamente ao combate, enquanto talvez Cole não tenha tanta sorte em sua luta contra Shao Kahn. Além disso, o traiçoeiro Shang Tsung e os aliados do rei tentam aniquilar Raiden, deixando-o imobilizado, enquanto Liu Kang, Sonya Blade, Jax e Johnny Cage precisam partir até Edenia em busca de um amuleto capaz de mudar toda a situação. No caminho, o grupo encontrará o tenebroso Baraka (CJ Bloomfield), mas Johnny Cage parece finalmente ter entendido seu papel no jogo e fará aliados entre o povo que vive próximo ao castelo de Kahn.
O torneio surge mais divertido, dinâmico e bem menos sério do que da primeira vez, talvez pela entrada de Johnny Cage no jogo. O personagem acaba trazendo mais vivacidade à trama, e suas falas, cheias de tiradas envolvendo cultura pop e o universo do cinema, elevam bastante o teor cômico da produção. As lutas mortais entre personagens que já foram “dessa para pior” são a grande cereja do bolo aqui. Prepare-se para ver Scorpion enfrentando Bi-Han, a nova face de Sub-Zero, diretamente no inferno. Além disso, o retorno de Kano e Kung Lao traz ainda mais atrativos à saga das lutas, especialmente por conta das mudanças de lado e alianças inesperadas.
Trailer
Ficha Técnica
Título Original e Ano: Mortal Kombat II, 2026. Direção: Simon McQuoid. Roteiro: Jeremy Slater - baseado nos personagens criados para videogame Ed Boon e John Tobias. Elenco: Adeline Rudolph, Karl Urban, Martin Ford, Tati Gabrielle, Jessica McNamee, Mehcad Broods, Ludi Lin, Josh Lawson, Tadanobu Asano, Chin Han, Damon Herriman, Joe Taslim, Hiroyuki Sanada, Max Huang, Lewis Tan, CJ Bloomfield, Ana Thu Nguyen, Sophia Xu, Desmond Chiam, Sam Cotton, Indy Urban. Gênero: Ação, Artes Marciais, Fantasia, Adaptação. Nacionalidade: EUA. Trilha Sonora Original: Benjamin Wallfisch. Fotografia: Stephen F. Windon. Edição: Stuart Levy. Design de Produção: Yôhei Taneda. Produtores: James Wan, Simon McQuoid, Toby Emmerich. Empresas Produtoras: New Line Cinema, Atomic Monster, Broken Road Productions e Fireside Films. Distribuidora: Warner Bros Pictures Brasil. Duração: 01h56min.
Adaptações de games estão entre os maiores desafios para os realizadores, já que o material original, geralmente carregado de fantasia e elementos ricos que contribuem para a trama, muitas vezes não consegue se encaixar de forma eficiente nas narrativas cinematográficas. Ainda assim, tem sido interessante ver Hollywood insistir nesse caminho e continuar tentando transportar esses universos para as telas, especialmente para os fãs.
Mortal Kombat já conta com adaptações anteriores lançadas durante os anos 1990, produções que obtiveram um sucesso mediano, mas conquistaram seu espaço na cultura pop. O primeiro filme desta nova iniciativa enfrentou um enorme desafio: levar o público aos cinemas em plena pandemia. E, no geral, conseguiu se sair bem. Já esta continuação chega mais encorpada, apostando inclusive na tecnologia IMAX, o que elevou os custos da produção, mas também ampliou a experiência visual e o nível de entretenimento entregue ao público. O resultado é um filme que oferece ainda mais diversão aos fãs de ação e comédia, sem se limitar apenas aos admiradores dos games. A grande chave aqui é justamente assumir uma adaptação mais pop e contemporânea, embora, em vários momentos, ainda preserve bastante do espírito e do tom característicos dos filmes noventistas.
O longa foi inteiramente rodado na Austrália. Nos bairros de Queensland e o estúdio Village Roadshow
Shao Kahn surge como um vilão ainda mais grotesco e intimidador do que Shang Tsung, além de demonstrar um carisma muito mais marcante como dominador. Com isso, o filme cresce bastante sempre que ele entra em cena. Kitana e Kano funcionam como verdadeiras cartas coringas da trama desta vez, enriquecendo ainda mais a jornada do torneio. Já Scorpion, frequentemente tratado como um personagem puramente maligno, ganha, desde o primeiro filme, camadas mais interessantes e humanas, e é simplesmente delicioso ver Hiroyuki Sanada em cena. Johnny Cage embala o filme com sua postura de “lutador fracassado” e poser de astro de ação, enquanto o charme canalha que Karl Urban imprime ao personagem se mostra absolutamente essencial para o tom da produção. Liu Kang, que tradicionalmente ocupava o centro das histórias nos filmes anteriores, divide aqui o protagonismo com os demais personagens, uma escolha muito mais acertada para a trama. Caso a franquia avance para um terceiro longa, essa abordagem pode abrir espaço para ainda mais fanservice de qualidade aos apaixonados pelo universo de Mortal Kombat.
A trilha sonora resgata elementos clássicos do jogo original e marca presença com força nos momentos de combate. Entre as músicas emblemáticas, vale destacar que Johnny Cage grava seus filmes e luta ao som do clássico de 84 "Rock You Like A Hurricane", da banda Scorpions.
A experiência cinematográfica aqui é eletrizante e merece, sem dúvidas, a sua presença.
EM EXIBIÇÃO NOS CINEMAS









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