Listão 2020 Part. II - Redação Wanna be Nerd

 


A segunda parte do Listão WBN vem com dicas poderosas das nossas colaboradoras poderosas. Segue o fio.

HELEN

Vou indicar filmes que vi no começo do ano, quando ainda tínhamos cabines presenciais. Além de serem filmes de grande impacto pelas temáticas abordadas, ver na telona fez toda diferença.
Confesso que cabine em casa, para mim, tira um pouco da magia do cinema. 


1) Os Miseráveis


O diretor Ladj Ly mostra a França sem as luzes e o glamour. O considerado "novo Spike Lee francês", traz uma nova ótica permeada por desníveis sócio- econômico e preconceito racial. Um curta metragem de 2017, indicado ao Cesar originou este longa de 1h42min. Vale conferir! Fiz resenha dele, clica aqui para ler.

2) The Cave 

Documentário real e impactante, produzido pela National Geografic e baseado nos diários secretos da Dra. Amani Ballou. Recebeu indicação ao Oscar de Melhor Documentário em 2020. Nele, as câmeras adentram um hospital subterrâneo na região de Ghouta - Síria, fronteira com Damasco. Prepare o psicológico! Outra resenha que vocês pode ler por aqui.

E para quem não era muito fã de cinema francês...ora, ora! Minha terceira indicação é a bela animação do roteirista e diretor Michel Ocelot.

3) Dilili em Paris


Um presente ao público que perdeu visibilidade devido à Pandemia e o fechamento dos cinemas. Merece ser visto pela deliciosa viagem no tempo que traz ao espectador e com  um primor visual íncrivel. Realmente uma história interessante com o plus de canções agradáveis. Para toda a família. Disponível no TELECINEPLAY.

Uma indicação extra, vai de um longa visto em casa.

4) Mães de Verdade

O filme que, não por acaso, abriu a Mostra de Cinema Internacional de São Paulo este ano, realizada em formato online. A produção é comovente, terna, sensível. E apresentauma fotografia impecável com roteiro envolvente. Um filme para se refletir o papel da maternidade e suas responsabilidades. Imperdível e que chega logo, logo ao circuito comercial. (Texto da cobertura do WBN aqui).

Para aliviar, já que 2020 teve toda uma carga emocional inesperada e pesada, indico ainda uma série "novelinha" por qual me apaixonei.

Virgin River 

Não preciso falar nada, né? Netflix ganhando nosso amor e ainda nos faz ficar em casa, seguros e com o coração quentinho!

A trilha sonora da minha Pandemia foi musicada pela banda mineira Jota Quest. Nada novo, nada original, mas elevou meu astral nos momentos mais tensos quando não podia socializar no cinema ou em shows. Cantar e dançar na sala foi meu remédio "antideprê" neste ano surreal. Também ouvi muitas playlists Spotify até porque a vida sem música não teria sentido! 

Minha playlist de 2020 
 

 LUANA

Destacamento Blood |Assista na Netflix


Algo que já é consenso entre os cinéfilos mais exigentes é que os originais Netflix não estão com nada. São filmes genéricos, com uma cinematografia pobre contendo muitas vezes falhas técnicas e que no dia seguinte já evaporaram de nossas mentes. Claro, há exceções. É possível listar vários longa-metragens bons que a plataforma trouxe ao longo dos anos. Mas quando colocados ao lado das dezenas de porcarias lançadas mensalmente, a quantidade é ínfima. Além disso, para encontrá-los no catálogo, é preciso garimpar muito uma vez que o serviço de streaming parece escondê-los para promover títulos mais populares. Por isso, quando é anunciado que um grande diretor irá lançar um filme por meio dela, é motivo de alegria, pois há ao menos alguma garantia de qualidade. Já havia acontecido com Cuarón e Scorsese e em 2020 a plataforma trouxe Destacamento Blood, de Spike Lee.

O filme narra a saga de quatro veteranos negros que retornam ao Vietnã para recuperar o corpo de um antigo companheiro e, de quebra, uma grande quantidade de ouro que deixaram escondida. O filho de um deles faz uma aparição surpresa no meio da viagem e sua chegada inicia os conflitos que, a partir daí, não param de eruptir. Mesmo em uma trama em que personagens pegam em armas e matam uns aos outros, Spike Lee não aponta vilões. Todos são personas complexas cheias de contradições e cicatrizes. A brilhante decisão de utilizar os mesmos atores para interpretar os numerosos flashbacks de mais de quarenta anos antes escancara o mote do filme:os únicos capazes de ir embora de uma guerra são aqueles que morrem nela. Os outros a carregam consigo eternamente. O diretor faz apontamentos atualíssimos e muito pertinentes sobre racismo e colonialismo, seja por frases ditas por seus protagonistas, seja por detalhes do cenário. E se o tema e os motivos políticos não te motivam a assistir, saiba que a tensão empregada faz com que este seja um daqueles filmes em que mal conseguimos piscar.

I Know This Much is True

Uma preciosidade escondida! I Know This Much is True é uma produção original da HBO baseada em um romance homônimo escrito em 1998 por Wally Lamb. Curtinha, a minissérie tem apenas seis episódios e não vai nos perturbar com uma continuação ruim que ninguém pediu no ano que vem. Os cinéfilos que não gostam muito de séries podem assistir a essa tranquilos, pois tem final. E que final! Não vá esperando grandes arroubos ou plot twists carpados. A série é intensa, é tensa, mas é sobre a vida de um homem comum. Bom, talvez não tão comum. Mas a anormalidade de Dominick reside apenas no fato de que a vida foi um pouco mais cruel com ele que com a maioria de nós. O protagonista interpretado por Mark Ruffalo tem um irmão gêmeo esquizofrênico, por quem é responsável. O resto das desventuras eu vou deixar vocês descobrirem.

A questão é que a obra, ao contar a vida de um homem especialmente desafortunado, discorre sobre a vida de todos nós. Não, não é uma história piegas e edificante com lições de moral e um ensinamento otimista. Eu diria que é o exato oposto disso. Em certos momentos, é desesperador assistir à trama e pensar: “Quantos traumas cabem na vida de uma pessoa?”. 


ISABELA

Série: Julie and the Phantoms |Assista na NETFLIX 


Quando eu era criança, de vez em quando assistia Julie e os Fantasmas na televisão. Mas se tivessem me dito que 10 anos depois o Kenny Ortega, diretor de High School Musical, faria uma versão norteamericana dessa série brasileira de baixo orçamento pra Netflix, eu não acreditaria. E cá estamos, no que pra mim parece uma realidade paralela que deu muito certo, porque Julie and the Phantoms é maravilhosa. 

Essa série conta com um elenco talentoso, carismático e cheio de química. A história e as músicas aquecem o seu coração, te fazem chorar, rir e também shippar um fantasma com uma garota viva. Prestem atenção na Madison Reyes, que interpreta a protagonista Julie. A atriz tem apenas 16 anos e tem um talento absurdo! Tente não se emocionar no final do primeiro episódio, quando ela solta a voz com a música “Wake Up”. 


Livro: Porém Bruxa, da Carol Chiovatto  (Disponível naAmazon Brasil)

No livro da Carol Chiovatto, bruxos existem e são monitores de crimes que envolvem forças sobrenaturais. Mas a Ísis, que cuida de São Paulo, não consegue fechar os olhos às injustiças que não envolvem magia e vive infringindo essa regra do Conselho, mesmo já tendo sido duramente punida no passado por isso, mas a intuição dela não falha: em um curto período de tempo, Ísis se vê investigando três casos que estão perigosamente interligados. 

Esse livro é perfeito. A Ísis é uma Xeroque Rolmes com poderes e intuição que sempre ajuda a Delegacia da Mulher, mesmo quando o caso não envolve magia. Além da protagonista forte e incrível, ela tem amigos leais e com personalidades maravilhosas que sempre a ajudam. Mas preste atenção no Corregedor, o Victor. Ele é o responsável por fiscalizar o trabalho da Ísis e é um personagem surpreendente. Que venha o segundo livro no ano que vem!

Continua...

Escrito por staff

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